Sobre a pesquisa

Se você teve um parto no Brasil, sua experiência pode contribuir para ampliar o conhecimento sobre como vivemos a atenção ao parto e nascimento no país.

A Experiência de Parto no Brasil é uma pesquisa de âmbito nacional, que busca compreender essa experiência a partir da perspectiva de quem viveu o parto, considerando tanto o SUS quanto a rede privada.

A pesquisa não quer saber apenas qual foi o tipo de parto ou quais procedimentos foram realizados. Queremos compreender também como as mulheres foram cuidadas, se foram ouvidas, se participaram das decisões, como se sentiram e como avaliam a experiência que viveram, e também, o que mais gostaram.

A Experiência no Parto

Queremos compreender como o parto é vivido no Brasil

Nossa Abordagem

Como a pesquisa é realizada?

O estudo utiliza diferentes formas de analisar as experiências de parto.

Por meio de um questionário online, mulheres de diferentes regiões do Brasil podem compartilhar suas experiências, incluindo aspectos positivos e negativos do atendimento recebido.

Além das respostas objetivas, o questionário também inclui perguntas abertas, permitindo que cada participante conte, com suas próprias palavras, o que viveu

Essas respostas ajudam a compreender aspectos da experiência que os números, sozinhos, não conseguem mostrar.

A pesquisa é orientada pelos princípios da justiça reprodutiva e da interseccionalidade, considerando que as experiências do parto podem ser diferentes de acordo com as condições sociais, raciais, econômicas e de saúde das pessoas.

Sua experiência pode transformar o futuro

Olhar para diferentes experiências

A pesquisa também busca compreender diferenças entre os serviços públicos e privados e conhecer experiências de diferentes grupos de participantes.

Entre os grupos que serão analisados estão mulheres pretas, pardas, indígenas, brancas e orientais, de diferentes idades na ocasião do parto (maiores de 18 anos na entrevista), mulheres de diferentes religiões e com diferentes tamanhos corporais, mulheres que tiveram complicações clínicas suas ou dos bebês, e homens trans (que terão um questionário específico para eles).

A pesquisa brasileira integra o Birth Experience Study International Collaboration (BESt-IC), uma colaboração internacional que utiliza uma base comum de investigação sobre experiências de parto em diferentes países.

Essa colaboração permite comparar diferentes contextos e ampliar o conhecimento sobre fatores associados a experiências positivas e negativas de parto. O BESt começou na Austrália e posteriormente passou a ser realizado em outros 14 países, em cinco continentes, incluindo o Brasil.

No Brasil, a pesquisa está sediada na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP), e conta com a colaboração de pesquisadoras da Obstetrícia EACH USP Leste, e da Escola de Enfermagem da USP. A pesquisa brasileira utiliza a plataforma Qualtrics para a aplicação do questionário e conta com a participação de grupos organizados de usuárias na adaptação das escalas e na interpretação dos resultados.

A pesquisa é apoiada pela FAPESP e pelo CNPq.

A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Faculdade de Saúde Pública da USP. Para dúvidas, contatar a pesquisadora Carmen Simone Grilo Diniz (e-mail: sidiniz@usp.br ou pesquisabestbr@fsp.usp.br), ou ligar para o telefone (011) 3061-7124.